Turismo

Mendoza, sua linda! Veja dicas e rolês imperdíveis na cidade

Luisa Migueres / Terra

Chamada de "oásis", destino na Argentina é um dos mais procurados pelos brasileiros. Descubra por quê

23 jul 2015
13h54
atualizado em 3/8/2015 às 18h46
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Ao desembarcar no tímido aeroporto internacional de Mendoza, a capital da província argentina que faz divisa com o Chile, é impossível ter ideia do que se pode encontrar por lá. Além da oferta enorme de vinhos e da paisagem montanhosa, existe uma atmosfera mendocina muito peculiar, que faz do último dia de viagem penoso e um retorno ao destino uma certeza.

Mendoza em 5 rolês: veja o que há de mais imperdível na cidade

“Como assim 320 dias de sol por ano?”, você pode se perguntar quando ouvir a informação de um guia turístico. Mas é só abrir os olhos na primeira manhã em Mendoza para entender como os 1,7 milhões de habitantes se sentem. O Sol é implacável durante o dia. O céu, de tão limpo, prolonga a presença da Lua durante a tarde. Quando escurece, no entanto, o jeito é reforçar as camadas de roupas para temperaturas próximas a 0º.

A variação climática é só mais uma das adversidades que Mendoza soube aproveitar para estruturar seu turismo. No verão, o rafting pelo rio que corta a província é imperdível. Já no inverno, as estações de esqui, como Los Penitentes e Las Leñas, levam milhares de turistas aos pontos nevados da Cordilheira dos Andes. Além disso, o "caminho do vinho" e a gastronomia local são um espetáculo à parte.

Fique por dentro de algumas dicas sobre a viagem:

Foto: Luisa Migueres / Terra
Foto: Luisa Migueres / Terra

Mendoza é viagem para casais?
Mito! A cidade é aconchegante e pode ser muito romântica, mas não há nada em Mendoza que os solteiros não possam curtir tanto quanto casais. Um almoço no agradável 1884, do renomado chef Francis Mallmann, por exemplo, é perfeito para um grupo de amigos que quer dedicar uma tarde à alta gastronômia. As degustações de vinhos também podem ser mais divertidas em grupo. Se você comprar um pacote com uma agência de turismo, pode dividir a experiência com até 11 pessoas.

Como Mendoza dorme tarde (e tem orgulho disso), a vida depois das 20h tem muito a oferecer. Na Avenida Arístides Villanueva, o clima é de boemia após o entardecer. Bares cheios e um público se dividindo entre taças de vinho e canecas de cerveja. Se você quiser esticar o passeio com um jantar, 23h ainda é um horário bem aceitável para a refeição, o que significa que as casas noturnas começam a bombar mesmo lá pelas 2h da manhã.

Precisa ser conhecedor de vinhos para aproveitar?
Não. Uma visita às principais vinícolas da região é um passeio imperdível para os amantes do vinho, mas a maioria delas oferece um serviço pensado para quem ainda nem descobriu o que significa “taninos”. Os enólogos responsáveis pelas degustações são bem didáticos e até arriscam um portunhol para mostrar a hospitalidade com os brasileiros. Portanto, não se preocupe. Em pouquíssimo tempo, você já estará familiarizado com os termos usados para descrever os rótulos, processos de produção e condições de armazenamento. 

O ideal é visitar até três vinícolas no mesmo dia. Mais do que isso, fica difícil aproveitar cada uma, memorizar de suas características, e se você é daqueles que bebem de verdade durante as degustações – porque engolir a bebida é opcional e você pode cuspir tudo em um recipiente depois de prová-la -, pode chegar trançando as pernas no hotel. 

Canaletas irrigam as árvores do centro da cidade
Canaletas irrigam as árvores do centro da cidade
Foto: Luisa Migueres / Terra

O inverno é a melhor época?
Por mais incrível que seja se deparar com a Cordilheira coberta de neve, uma viagem a Mendoza no verão não deixa nada a desejar. O clima, aliás, é ideal para os passeios de aventura, e a chuva quase inexistente na província diminui a chance de imprevistos. O rafting é um dos carros-chefe do turismo “com emoção” de Mendoza. As reservas podem ser feitas por empresas especializadas como a Rafting Argentina, que ainda oferece rapel, tirolesa, mountain bike, cavalgadas e escaladas. 

Mesmo se você nunca tiver praticado nenhuma das atividades anteriormente, um treinamento básico pode ser suficiente para encarar um trajeto no nível fácil. Só não esqueça de que o clima de Mendoza é semidesértico, portanto uma garrafa d’água durante um passeio à cavalo ou de bike pelos vinhedos é essencial. 

E existe roteiro econômico?
Existe, sim. E pode ser uma ótima opção para quem vai viajar em grupo. Além dos apartamentos oferecidos pelo AirBnb, muito bem localizados na região central e com preços que dificilmente ultrapassam R$ 200 a diária para duas pessoas, há pousadas e hostels que se dividem entre cenários bucólicos, como a Posada Cavieres, e o centro histórico da cidade. 

Quem planeja uma viagem mais luxuosa, no entanto, vai encontrar uma hospedagem de primeiro nos hotéis mais famosos da cidade, como o Park Hyatt, que planejou seus 186 quartos dentro um edifício do século 19, em frente à Plaza Independencia.

Canaletas irrigam as árvores do centro da cidade
Canaletas irrigam as árvores do centro da cidade
Foto: Luisa Migueres / Terra
Foto: Luisa Migueres / Terra

Mas não vale mais a pena conhecer Buenos Aires?
Não há dúvidas de que a capital argentina é um destino mais do que recomendável, e um dos mais procurados por quem vai fazer sua primeira viagem internacional, mas Mendoza, ao longo dos anos, provou o quanto soube se estruturar para oferecer um turismo de qualidade. 

Se você já conhece Buenos Aires, a província pode facilmente ser a próxima opção dentro da Argentina, junto com Córdoba e Rosário. Se o país é totalmente desconhecido, aproveitar um roteiro menos metropolitano também pode ser uma escolha interessante antes de desembarcar na capital portenha, onde tudo é mais frenético. Os preços, no entanto, não são muito diferentes. Fora das vinícolas, onde têm descontos de até 30%, um vinho pode sair pelo mesmo preço em ambas as cidades. 

E por que Mendoza é descrita como “oásis”?
Em Mendoza, uma volta pelo centro é uma experiência tranquila. A Plaza da Independencia, principal da cidade, é parada obrigatória, e ali vale “turistar” um pouquinho e tirar a famosa foto em frente ao luminoso que reproduz a bandeira da província. É inevitável comparar a região, verde e organizada, com as zonas mais periféricas para perceber por que a província é chamada de “oásis”.

A água que vemos irrigando todas as praças e ruas é resultado de um sistema, criado pelos índios e provavelmente aperfeiçoado pelos incas, que a leva da Cordilheira dos Andes até a cidade. Afinal, as precipitações anuais não costumam ultrapassar os 250mm, então a água da chuva não é nem de longe suficiente para abastecer a região. Mas e se neva pouco? Pois é. Como o inverno nem sempre traz uma grande quantidade de neve, o jeito é evitar o desperdício, e um mendocino exemplar sabe que existem horários proibidos para lavar carros e calçadas.

Como chegar?
Até o dia 4 de julho, a única maneira de chegar do Brasil à província era por Buenos Aires. Mas agora já existe um voo direto realizado pela Gol às quartas-feiras e sábados, em dois horários, saindo de São Paulo (GRU). Já os viajantes do Rio de Janeiro (GIG), Fortaleza (FOR), Salvador (SSA), Curitiba (CWB), Florianópolis (FLN) e Porto Alegre (POA) podem se conectar à capital paulista para chegar ao destino.

As passagens do trecho São Paulo (GRU) – Mendoza (MDZ) podem ser adquiridas a partir de R$ 865, ida e volta, sem taxas.

*O Terra viajou a convite da Gol

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Fonte: Terra

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