Acadêmicos iranianos pedem que governo permita entrada de americanos no país

5 fev 2017
08h20
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Um grupo de prestigiados acadêmicos iranianos pediu ao governo que responda ao veto americano de um modo "inovador": outorgando vistos aos cidadãos desse país para que descubram as virtudes do Irã, e resistir assim à "prejudicial propaganda" de Washington.

Esta reivindicação foi enviada em carta ao presidente iraniano, Hassan Rohani, e ao ministro das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, segundo o texto recolhido neste domingo pela imprensa iraniana.

Os acadêmicos sugeriram que a administração iraniana emita vistos turísticos de duas semanas para os cidadãos americanos na chegada aos aeroportos do Irã durante os próximos 90 dias.

Inclusive antes de Teerã decidir tomar medidas recíprocas ao veto dos EUA, os americanos não podiam tirar o visto no aeroporto, mas tinham que solicitá-lo antecipadamente.

Esta medida, de acordo com os acadêmicos, permitirá aos americanos "viajarem ao Irã e experimentarem de perto a hospitalidade dos iranianos e dos muçulmanos que buscam a paz".

Tal iniciativa -continua a carta, assinada por 72 personalidades- colocará em relevo a "política ética" do Irã e restabelecerá o apoio internacional ao país.

"A propaganda (americana) dirigida a justificar a medida danificará nossa imagem cultural, religiosa e histórica, assim como nossos interesses nacionais, e pode ter um impacto extremamente prejudicial", advertiram.

Por isso, o grupo pediu ao governo iraniano que "exerça moderação" e adote uma política "apropriada e inovadora" para "anular os impactos prejudiciais" da ordem de Donald Trump.

A mensagem critica, além disso, a medida "discriminatória" americana e denuncia os "problemas" que causou a seus compatriotas no Irã e nos EUA.

Trump ordenou há algo mais de uma semana a suspensão da emissão de vistos para os cidadãos de sete países de maioria muçulmana, entre eles Irã, embora um juiz federal tenha bloqueado o veto.

Washington impôs, além disso, sanções a entidades e indivíduos iranianos, e Teerã respondeu também com a adoção de medidas recíprocas.

EFE   

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