Vida e Estilo

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19 de junho de 2009 • 14h38 • atualizado às 19h05

Vacine-se!

Vacine-se!
Foto: Divulgação

Para algumas pessoas a gripe é uma doença simples, que causa desconforto mas passa naturalmente em poucos dias. Nada preocupante. Para outros, porém, a doença pode se agravar. Em ambos os casos, quando se fala de precaução, o melhor mesmo é a vacina antigripal.

Os mais frágeis, idosos e bebês com menos de seis meses de idade são os que frequentemente enfrentam complicações graves como pneumonia, meningite e infecções respiratórias decorrentes da gripe. Até hoje, a melhor maneira de se prevenir da doença é tomando a vacina antigripal, que tem eficácia comprovada. Todos os anos, mais de 150 milhões de pessoas no mundo todo são vacinadas.

A vacina tem em sua composição um vírus inativado bem fraco, sem forças para desencadear um processo de infecção. Uma vez injetada, a substância induz o corpo a produzir anticorpos contra o vírus, reduzindo em 90% as chances de se contrair a doença.

A vacina é administrada em dose única. Por causa da grande capacidade de mutação do vírus causador da gripe o influenza, precisa ser tomada todos os anos, de preferência antes do inverno. No Brasil, o período indicado para a vacinação é no mês de abril, quando a vacina é gratuita para quem tem acima de 60 anos. Fora do período da campanha, ela está disponível gratuitamente apenas para os pacientes dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. Nas clínicas particulares especializadas, o valor da aplicação varia entre R$ 38,00 e R$ 50,00, em média.

Reações adversas são poucas: a febre é rara e pode acontecer entre 6 e 24 horas depois da vacinação. Apenas 10% dos vacinados sofrem inflamações no local.

Qualquer pessoa, de qualquer idade pode tomar a vacina, que demora de 10 a 15 dias para fazer efeito. A única restrição é para quem tem reações alérgicas graves e alergia a proteínas de ovo, presente na composição da vacina.

Quem pode tomar
Em alguns países, assim como no Brasil, a vacinação é gratuita para maiores de 60 anos. Há cerca de 10 anos o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra a gripe para os idosos, afirmando que pode reduzir de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade na população idosa.

Há pouco tempo, porém, a vacina passou a ser recomendada para grávidas. A dose, se tomada a mais de um mês do parto, protege a mãe e o bebê, este até os primeiros meses de vida, conforme afirmam os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, em Baltimore, nos EUA.

Até um mês atrás, essa informação ainda não havia sido confirmada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, mas de acordo com o pediatra Renato Pessoa de Carvalho, da Clínica Pessoa de Carvalho, no Butantã, São Paulo, "para que a vacina tenha maior eficácia é importante que a mãe amamente o bebê".

A notícia é de grande valia para os pequeninos, que têm menos imunidade e não podem ser vacinados antes de seis meses, além de ser os que mais sofrem hospitalizações por causa da gripe.

De qualquer forma, segundo o dr. Renato, vale lembrar que "a vacina protege apenas do vírus influenza e não de outros vírus que causam o resfriado". Ou seja, mesmo vacinado, é melhor ouvir os conselhos de sua mãe e sempre levar um casaco para o frio. Assim, você corre menos risco de se resfriar.

Especial para Terra