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 São Mateus, no Espírito Santo, mistura praias e construções coloniais

Capelinha é um dos atrativos da Ilha de Guriri, em Sâo Mateus. Foto: Divulgação

Capelinha é um dos atrativos da Ilha de Guriri, em Sâo Mateus
Foto: Divulgação

Todo mundo fala do sul da Bahia como um destino de sonho nas férias, mas por que não falar do norte do Espírito Santo, já que está tão pertinho e a beleza não respeita a linha imaginária dos mapas? Um dos atraentes destinos dessa parte do litoral capixaba é a cidade de São Mateus, uma das mais antigas do Brasil.

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Consta que o primeiro colonizador a fincar os pés nesse solo fez isso em 1544, mas o crescimento da cidade só se intensificou lá pelo século XVII. Quem quiser fazer uma visita aos tempos do Brasil Colônia pode começar pela região do antigo porto de São Mateus, conhecida como "Cidade Baixa".

Ali se encontra um colorido conjunto de casarões coloniais, todos reformados. Do porto, eram exportados farinha, café, madeira e outros produtos vindos das fazendas da poderosa aristocracia local.

Para trabalhar na produção chegavam pelo mesmo porto milhares de escravos, o que fez de São Mateus a cidade mais negra do Espírito Santo. Com os africanos, veio toda uma cultura que se mantém viva na cidade na forma de festas popular e nos antigos quilombos. Neles é possível conhecer o processo tradicional de fabricação do beiju - a tapioca -, com direito a degustação.

Um dos palcos dos eventos folclóricos realizados pelos negros é a igreja de São Benedito. Essa construção jesuíta data provavelmente do início do século XVIII e está localizada no centro da cidade. Outra igreja que merece uma visita é a Matriz, que já existia em 1764 e sobreviveu a um incêndio para hoje poder contar sua história.

Além das edificações, São Mateus também foi favorecido com vários dotes naturais, estando os maiores em seu comprido litoral. As praias fazem a festa de mineiros e capixabas, em especial no carnaval, quando a da ilha de Guriri é tomada por milhares de pessoas.

Quem quiser agito na cidade deve procurá-lo ali, mas quem preferir um pouco mais de tranquilidade precisa por o pé na estrada em direção a outra praia: Barra Nova.

Com cerca de 60 km de extensão e muitos manguezais, Barra Nova tem acesso mais difícil, mas ainda assim oferece alguns bares onde é impossível não provar a especialidade da casa, vinda fresquinha do mar: o sururu.

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