Internacional

publicidade
27 de junho de 2012 • 14h22

Conheça 10 gigantescos lagos artificiais pelo mundo

O Lago de Itaipu tem uma área de 1350 km², com 66 pequenas ilhas
Foto: Divulgação
 

Lagos artificiais podem nascer como para alimentar grandes usinas hidroelétricas ou para compensar um fluxo de água muito importante, entre outras utilidades. Grandes obras de engenharia modificam a natureza e criam grandes espaços de água que, muitas vezes, não parecem ter sido criados pelo homem. Confira dez impressionantes lagos artificiais pelo planeta.

Lago Itaipu, Brasil Paraguai
Situada no rio Paraná, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, a Usina Hidroelétrica de Itaipu foi construída entre 1975 e 1982 e gera cerca de 19 % da energia elétrica consumida pelo Brasil. O Lago de Itaipu, formado artificialmente em 1982, no final das obras, tem uma área de 1350 km², com 66 pequenas ilhas. O lago está dividido entre os dois países e atrai turistas que frequentam suas praias de água doce ao sol.

Lago Kariba, Zâmbia e Zimbábue
O lago Kariba nasceu a partir da criação da barragem do mesmo nome, no zio Zambezi, na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbábue. Este lago artificial de uma área de 5400 km² tem cerca de 300 ilhas. As principais instalações turísticas ficam do lado de Zimbábue.

Reservatório de Bratsk, Rússia
Construída em 1967, a barragem de Bratsk deu origem a um grande reservatório situado na remota região siberiana de Irkutsk. O reservatório tem mais de 5 mil km², uma profundidade máxima de 150 metros, e foi criado a partir do rio Angara.

Lago Volta, Gana
Situado no oeste de Gana, o Lago de Volta foi inaugurado em 1965 e com seus mais de 8500 km² de extensão é o maior reservatório artificial de água do planeta. Criado a partir do rio Volta, o lago artificial nasceu para a construção de uma usina hidroelétrica que fornece energia para grande parte de Gana, e também para o Togo e o Benin, países vizinhos.

Represa de Manicouagan, Canadá
A Represa de Manicouagan é a quarta em superfície do planeta e a quinta em volume de água. Com um formato circular, o reservatório foi instalado na superfície de uma cratera formada pela queda de um meteoro há milhões de anos, e produz energia para os agricultores locais.

Lago Guri, Venezuela
Inaugurado em 1978 no sul da Venezuela após quinze anos de trabalhos, o Lago Guri é o maior da Venezuela, e serve como reservatório para a Central Hidroelétrica Simón Bolívar. A represa tem uma superfície de 4200 km² e tem uma série de ilhas formadas por picos que ultrapassam a elevação da água.

Lago Nasser, Egito
Com mais de 550 km por 35 km, numa extensão de 5250 km², o Lago Nasser foi criado com uma barragem no rio Nilo, no sul do Egito, em 1971, e é um dos maiores lagos artificiais do planeta. A região que foi inundada para a criação da represa tinha numerosos sítios arqueológicos como o templo de Abu Simbel, que foram desmontados pedra por pedra e transportados fora do alcance das águas.

Lago Williston, Canadá
Situado no coração do estado canadense de Columbia Britânica, no sudoeste do país, o Lago Willistan tem uma área inundada de mais de 1700 km². O lago artificial é um dos maiores do país, e conta com resorts com diversas atividades como esqui, pesca no gelo, cavalgatas e passeios de caiaque.

Lago Lygnstoylsvatnet, Noruega
Em 1908, um grande deslizamento de terra no oeste da Noruega juntou o rio Lygna com o vale de Norangsdal, criando um lago cristalino em meio às montanhas. O deslizamento também carregou restos de uma cidade e hoje o fundo deste lago de origem surpreendente tem casas, pontes e árvores, visíveis em meio às águas límpidas.

Lago Minnewanka, Canadá
O Parque Nacional de Banff, no oeste do Canadá, tem maravilhas naturais como florestas, lagos e montanhas. Mas um dos lugares mais interessantes e surpreendentes do parque nasceu por obra humana. Em 1941, trabalhos para aumentar o nível de duas barragens inundaram uma cidade turística. Mergulhadores podem encontrar neste lago cristalino diversas instalações, como duas plantas elétricas, pontes e as fundações do hotel local.

Andrés Bruzzone Comunicação