
Redação Custom Editora
Com a recente inauguração da loja da Hermès no nosso país, a brasileira tem a seu alcance um dos itens de maior poder de consumo da moda: as bolsas Birkin, verdadeiro ícone fashion.
Que uma boa bolsa traz poder a uma produção está mais do que provado. Tanto que, hoje, elas são o carro-chefe da maioria dos estilistas. O contato de uma mulher com uma marca geralmente acontece através do perfume, mas só quando ela compra uma bolsa é que se sente parte daquele estilo.
» Veja o álbum com as bolsas ![]()
» Leia também: as mínis estão de volta
» Leia também: perfume de gente famosa
Existem alguns modelos que estão sempre em alta. São bolsas que se tornaram verdadeiros clássicos - e dão status a quem as carrega. A mais poderosa é a Birkin, seguida de perto por sua irmã, a Kelly. Ambas inspiradas em personalidades: a atriz Jane Birkin e a princesa Grace Kelly. Aqui também podemos encontrar a Lady Dior, que foi feita para a princesa Diana, e a New Jackie, da Gucci, batizada em homenagem a Jacqueline Onassis. Para completar o grupo falta apenas falar da 2.55, criada pela papisa da moda, Gabrielle Chanel.
Conheça um pouco da história de cada uma delas e entenda por quê elas têm sangue azul em suas costuras.
BIRKIN
Certa vez, a atriz e cantora inglesa Jane Birkin discutia com o CEO da marca francesa Hermès, o senhor Dumas, sobre a dificuldade de encontrar uma bolsa para viajar. Ela descreveu em detalhes como seria seu produto ideal. Nasceu dessa conversa a famosa Birkin Bag. O produto é feito à mão, minuciosamente, e distribuído em pequenas quantidades, para manter a aura de sofisticação e exclusividade. Existem três tamanhos disponíveis: 30, 35 e 40, em diversas cores. As mais procuradas são a marrom-caramelo (conhecida como gold) e a preta. Tem gente poderosa, como a apresentadora norteamericana Oprah Winfrey, que é conhecida por colecionar Birkins; já as atrizes Katie Holmes e Lindsay Lohan desfilam por aí com modelos coloridérrimos.
KELLY
A bolsa foi apelidada de Kelly porque, em meados de 1955, a princesa de Mônaco, Grace Kelly, usava esse modelo em quase todas as produções que vestia. A grife Hermès resolveu homenageá-la, batizando a bolsa com seu nome. Hoje, uma de suas amantes é a ex-Spice Girl Victoria Beckham.
LADY DIOR
Numa visita a Paris, a princesa de Gales, Diana, reconhecida por ser um ícone fashion, recebeu uma bolsa de presente da casa Dior. Nascia a Lady Dior, bolsa que virou sensação na época e já foi reinterpretada inúmeras vezes pela marca. Apaixonadas pelo modelo vão de clássicas, como Lady Di, a excêntricas, como a atriz burlesca Dita Von Teese.
2.55 CHANEL
Basta ver uma bolsa matelassada e com correntes como alças para o nome da estilista Chanel vir à cabeça. A primeira foi criada em 1955, quando a estilista resolveu unir conforto e elegância e criar uma bolsa que podia ser levada no ombro - para deixar as mãos livres. Desde então a casa já lançou mais de 3.000 versões para a 2.55. Ela existe em cinco tamanhos, do baby ao x-large. A preta é a básica, mas o modelo pode ser encontrado em diversas cores, inclusive prateada. Entre suas adeptas está a atriz e modelo Mischa Barton.
NEW JACKIE
A marca italiana Gucci também tem seu clássico, a Jackie, bolsa adotada por Jacqueline Onassis como seu acessório predileto. Pois no ano passado, a diretora de criação da marca, Frida Giannini, lançou a New Jackie, uma releitura da primeira. A novidade manteve o glamour e revigorou o modelo, que já tem suas apaixonadas, uma dela a atriz mexicana Salma Hayek.
Especial para Terra
|
Reprodução
A princesa de Mônaco, Grace Kelly, e o modelo Hermès que usava sempre. À esquerda, o príncipe Ranier. A foto foi tirada no final da década de 1950.
|