Construção da cidade de 'Vidas em Jogo' levou dois meses

07 de julho de 2011 • 07h28 • atualizado às 14h09
Diretor de cenografia Daniel Clabunde
Diretor de cenografia Daniel Clabunde
01 de julho de 2011
Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias/TV Press

Mariana Trigo

O disputado prédio abandonado de Vidas em Jogo, da Record, foi o ponto de partida para toda a construção da cidade cenográfica da história de Christianne Fridman. Localizado na entrada da cidade de 2500 m², erguida em Barra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o prédio de três andares é a edificação de maior destaque na história, pois nela morava parte dos vencedores do Bolão da Amizade. Para isso, o diretor de cenografia da emissora, Daniel Clabunde, e o cenógrafo Elton Minosso, que assina com ele a confecção dos cenários, resolveram erguer um prédio meio soturno, que recria a região da Praça XV, no Centro do Rio. Com uma fachada imitando pedra e diversos vidros quebrados nas janelas, o prédio, assim como todas as construções da cidade cenográfica, foram feitos com ferro e madeira, materiais fáceis de moldar e adaptar às necessidades da equipe de cenografia. "Tudo depende do que a autora e o diretor precisam, da demanda das cenas. A cidade cenográfica acaba sendo a maior locação externa que a história precisa ter. Necessitamos de um agrupamento de cenas num mesmo local para compensar a construção", avalia Clabunde.

Montada em pouco mais de dois meses, a cidade cenográfica também abriga dois dos mais importantes cenários da trama: a fictícia Confeitaria Doce Dança, de Augusta, personagem de Denise Del Vecchio, e o Restaurante do Severino, o cearense vivido por Paulo César Grande. A fachada da confeitaria e casa de dança de Augusta foi inspirada em clássicos do mesmo gênero no Rio, como a tradicional Confeitaria Colombo, fundada em 1894, e toda revestida em mármore italiano. "Fiz a fachada da confeitaria seguindo o charmoso estilo art nouveau do Centro do Rio", explica Clabunde, apesar da Confeitaria Colombo ser toda erguida e decorada no mais puro estilo da "belle époque".

Com 35 pessoas em sua equipe, que se dividem em todas as tramas de dramaturgia da emissora, Daniel Clabunde lembra do seu início na Record, quando começou na nova fase das novelas e seriados da emissora, com apenas duas pessoas em sua equipe. Em seguida, sua primeira cidade cenográfica construída na Record foi com a trama Cidadão Brasileiro. "Lembro como ela era pobrinha se comparada às cidades que faço hoje", recorda o profissional, que já começou a se preparar para a cenografia da minissérie A História do Rei Davi, prevista para estrear em janeiro na emissora. Envolvido em diversos trabalhos simultâneos na emissora, Clabunde chega a assumir que no início de Vidas em Jogo, ainda comprometido com o término de Ribeirão do Tempo, chegou a ter de contratar a cenógrafa Cláudia Alencar - que não trabalha na Record - para produzir parte dos primeiros cenários da trama, como o interior de alguns estúdios. Há meses, no entanto, Clabunde já tomou definitivamente as rédeas da trama comandada pela direção de Alexandre Avancini, e está em fase de finalização dos cenários interiores das mansões de alguns milionários. Como Francisco, o protagonista da trama, vivido por Guilherme Berenguer. "Ele vai casar com Patrícia e construir um estúdio dentro de sua mansão para gravar suas músicas. Isso tudo vai aparecer em ambientes bem ricos", adianta o cenógrafo.

Mas o cenário que está mexendo mesmo com a imaginação de Clabunde parece ser da divertida emergente Marizete, papel de Betty Lago, que deixou de ser doméstica para ser tornar milionária e ainda continua fã de sua ex-patroa Regina, de Beth Goulart. "Ela vai ter uma mansão exuberante, de 'nova rica', a cara dela", promete, aos risos.

TV Press
 
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