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Pesquisa americana desvenda os virgens de 40 anos

 

Sucesso nos cinemas em 2005, O Virgem de 40 anos, comédia estrelada por Steve Carrell, mostrava as agruras de um vendedor de equipamentos eletrônicos que chega à meia-idade sem nunca ter se deitado com uma mulher e as zombarias que aguenta dos colegas de trabalho. Mais do que dólares para os produtores, o filme parece também ter despertado a curiosidade da comunidade médica americana, já que o urologista Michael Eisenberg, da Universidade da Califórnia em São Francisco, resolveu traçar um perfil destas criaturas puras.

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O estudioso entrevistou cerca de 7 mil pessoas e através de extrapolações estatísticas chegou à conclusão que só nos Estados Unidos existem cerca de 1,1 milhões de homens e 800 mil mulheres virgens, com idades variando entre 25 e 45 anos. Outras conclusões são igualmente interessantes, como você pode conferir abaixo:

Entre os homens
- 14% dos entrevistados confirmaram nunca terem tido uma relação sexual.
- os homens que costumam frequentar a igreja são cinco vezes mais propensos em manter sua virgindade e também se eximem de beber álcool.
- militares e detentos apresentaram menor chance de serem virgens enquanto afroamericanos são a etnia com mais iniciados em sexo.
- Homens gays são 11 vezes mais propensos a serem virgens que os heterossexuais.

Entre as mulheres
- 9% das voluntárias para a pesquisa se declararam virgens.
- as religiosas têm quatro vezes mais propensão em guardar seu tesouro comparado às que não frequentam a igreja.
- mulheres com formação universitária apresentaram maior índice de virgindade comparado às não diplomadas.
- as mulheres lésbicas são seis vezes mais propensas a serem virgens que as heterossexuais.

A pesquisa também detectou que algumas características que definem a posição de uma pessoa na sociedade como peso, renda e estado de saúde não influenciam na chance do indivíduo ser virgem ou não. Obviamente que o urologista alertou que suas conclusões são estatísticas e que não regras pétreas para essas condições, já que a sociedade está em constante mudança.

Já no Brasil a coisa muda um pouco de figura. Em uma pesquisa de 2006 feita pelos preservativos Durex em 26 países, a Terra de Santa Cruz ficou em segundo lugar no quesito idade mínima para estrear na vida sexual (17,4 anos) perdendo somente para os austríacos (17,3 anos de idade). Um estudo da USP de 2007 entitulado Projeto Sexualidade (ProSex) concluiu que o brasileiro perde a virgindade entre os 13 e os 17 anos de idade, enquanto o Ministério da Saúde soltou relatório mostrando um aumento do atendimento de parto de meninas entre 14 e 16 anos. Não há, porém, nenhum estudo divulgado que trace o perfil do virgem brasileiro.

Especial para Terra