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As cinco bebidas mais fortes do mundo

 

Já foi dito que o álcool é o líquido que mata os vivos e preserva os mortos. Por isso mesmo que muitos países no mundo têm leis severas em relação à graduação alcoólica de certas beberagens, incluindo o Brasil que não permite que sejam vendidas bebidas com teor acima de 60%. Mesmo assim, alguns fabricantes espalhados no planeta desafiam a legislação e até mesmo o bom senso e colocam no mercado verdadeiras poções que derrubariam o mais destemido beberrão. Confira abaixo as cinco mais fortes do planeta:

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1. Everclear, a bebida mais forte do mundo

Fabricada nos Estados Unidos, pela empresa Luxco, essa espécie de pinga gringa (ou spirit, como é chamada, uma beberagem feita de cereais e sem gosto algum) tem graduação alcoólica entre 75,5% e incríveis 95%. Só para você ter uma idéia, uma boa cachaça brasileira tem em torno de 44%. Proibida em quase todo os EUA, a versão mais potente pode ser adquirida na província de Alberta no Canadá, e é especialmente usada como complemento para drinques, na feitura de alguns pratos na culinária e até mesmo para acender fogueiras.



2. Utopias, uma cerveja para derrubar qualquer um

Fabricada pela Samuel Adams, a Utopias possui 25% de álcool em sua composição (em geral uma "breja" varia entre 4,5% e 5%). Ou seja com dois copos você já está totalmente embriagado. Envelhecida em barris tipicamente usados para conhaques, whiskies e vinho do porto, foi lançada apenas em 2002, 2005 e 2007, com produção limitada em 8000 garrafas e vendida originalmente a US$100 cada uma. Hoje, em leilões e sites especializados, cada uma dessas raridades pode chegar a US$500. Apresentada em uma garrafa de cerâmica, que aliás, é produzida no Brasil, é uma cerveja considerada atípica com um sabor complexo e mais próximo de um brandy ou sherry.



3. Balkan, a vodca com contraindicação

A Balkan, que como o próprio nome diz, vem dos Balcãs, mais especificamente da Bulgária, começou a ser vendida na Inglaterra em 2002 e se tornou um sucesso absoluto. Com teor alcoólico de 88%, triplamente destilada, tem no seu rótulo nada mais, nada menos, que 13 alertas em relação a possíveis prejuízos à saúde do bebedor. Por essa razão é recomendável não tomá-la pura e sim como componente de drinques. Cada garrafa, aliás com um design extremamente simples e emulando o estilo de bebidas antigas, sai em torno de 45 libras ou R$137.



4. Absintho, a fada verde

O absintho chamado de suisse possui teor alcoólico variando de 68% a 72%, mas sua venda é terminantemente proibida em terras brasileiras (somente a versão ordinaire com graduação em torno de 45% é liberada). Acontece que não é só o álcool que faz a bebida favorita dos boêmios franceses, como o pintor Toulouse-Lautrec e os poetas Rimbaud e Baudelaire, tão famosa e temida. Sua composição de ervas, em especial a Artemisia absinthium ou Losna, como é comumente conhecida no Brasil (aquela mesmo do famoso chá para dor de estômago) tem efeitos enebriantes e o abuso pode causar convulsões, alucinações e surtos psicóticos, além de danos cerebrais permanentes (o que explicaria as loucuras do pintor Van Gogh). Em tempo, o vermute também tem losna em sua composição.



5. O uisque mais forte a ser feito

Esse não existe ainda, mas a promessa está no ar desde 2006, quando a destilaria escocesa Bruichladdich, prometeu fabricar 5.000 garrafas de um uisque com 92% de graduação alcoólica. Na verdade, a empresa está se baseando em um livro de 1695 para produzir a bebida, chamada na época de usquebaugh-baul e que era destilada quatro vezes (um malte escocês tradicional passa apenas duas vezes pelo processo, enquanto o irlandês é triplamente destilado). O interessante é que o autor do livro diz que apenas duas colheres de sopa da poção são recomendáveis a um ser humano já que, se exceder essa quantidade "a respiração é interrompida e causa danos à vida do indivíduo".

Especial para Terra