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 Bebês prematuros continuam desenvolvimento na UTI neonatal
03 de agosto de 2012 09h26

O bebê prematuro pode ter problemas devido à imaturidade de algumas funções do corpo. Por isso, ele normalmente precisa ficar na UTI neonatal antes .... Foto: Dreamstime/Terra

O bebê prematuro pode ter problemas devido à imaturidade de algumas funções do corpo. Por isso, ele normalmente precisa ficar na UTI neonatal antes ser levado para casa
Foto: Dreamstime/Terra

Bebê prematuro é aquele que nasce antes das 37 semanas de gestação. Por isso, a maioria deles precisa ficar na unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal antes ser levado para casa pela mãe. A espera pode ser de apenas alguns dias ou até mesmo de vários meses - o que muitas vezes gera angústia e dúvidas na família.

O bebê pode ter problemas devido à imaturidade de algumas funções do corpo. O mais comum deles é a dificuldade respiratória, porque o pulmão ainda está pequeno e pode conter líquido. Normalmente, o recém-nascido recebe suporte respiratório na incubadora até que o órgão se desenvolva e ele consiga respirar sozinho.

A incubadora ainda ajuda no aquecimento. A pele do prematuro é mais fina e, por isso, ele perde calor mais facilmente.

Na UTI, o recém-nascido recebe o amparo para que possa se desenvolver gradualmente fora do útero. "Conforme vai havendo o crescimento, ele vai amadurecendo. Nós respeitamos as etapas do bebê. Começamos com alimentação na veia para depois dar pela boca", conta Graziela Del Bem, coordenadora da UTI neonatal do Hospital e Maternidade São Luiz, de São Paulo.

O tempo que o bebê deve permanecer na UTI varia conforme o caso e sua precocidade. Os prematuros tardios, caso dos bebês próximos da 37ª semana, podem ficar somente alguns dias. Muitos deles nem passam pela UTI. Já nos casos mais extremos, como nos bebês com menos de 32 semanas, a permanência pode ser de vários meses.

É também nos casos dos bebês mais precoces que estão as maiores chances de desenvolvimento de problemas graves. Eles podem apresentar distúrbios do metabolismo, como hipoglicemia, e ter as partes oftalmológica, auditiva, neurológica e imunológica comprometidas. As chances de ele pegar infecções são maiores com a imunidade mais baixa. Os problemas neurológicos e a falta de oxigênio podem levar a convulsões. Em cenários mais extremos, ele pode ter hemorragia intracraniana.

Por conta desses riscos, é necessário o acompanhamento multidisciplinar do recém-nascido na UTI. "A maioria responde muito bem. Se considerarmos os bebês abaixo de 32 semanas, a taxa de sobrevida é de 95%. Abaixo de 30, 90%", afirma a médica.

O tratamento, no entanto, não é isento de complicações. "Nesse período, ele pode pegar uma infecção ou ter hemorragia. O prematuro não é estável. Principalmente nos primeiros 10 dias, é um estresse, mesmo", comenta.

Após a alta do bebê, os pais devem reduzir o contato dele com visitas, para diminuir o risco de viroses. Além disso, o acompanhamento pediátrico é essencial. "Isso é para qualquer criança, mas nos prematuros é bom que seja mais frequente até o quatro ou quinto ano. O pediatra determina se ele precisa de algum tratamento", diz Graziela.

Participação dos pais
Embora a mãe receba alta normalmente entre 2 e 4 dias após o parto, o acompanhamento na UTI é permitido. "A presença ajuda bastante, pelo contato afetivo. Os pais podem fazer carinho, conversar com o bebê", conta a médica.

A técnica do canguru, em que os pais têm contato pele a pele com o bebê, é incentivada, quando liberada pelo médico. Ela ajuda no aquecimento e na saturação de oxigênio do bebê, que fica mais calmo e confortável. A técnica também melhora a produção do leite materno. "É importantíssimo esse contato. Não só pela humanização, mas também pelo crescimento do bebê", afirma a médica.

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  1. O bebê prematuro pode ter problemas devido à imaturidade de algumas funções do corpo. Por isso, ele normalmente precisa ficar na UTI neonatal antes ser levado para casa

    Foto: Dreamstime/Terra

  2. O problema mais comum entre os prematuros é a dificuldade respiratória, por causa de o pulmão ainda estar pequeno ou conter líquido

    Foto: Dreamstime/Terra

  3. Na UTI, o recém-nascido recebe o amparo para que possa se desenvolver gradualmente fora do útero, respeitando cada etapa do bebê

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  4. Após a alta do bebê, os pais devem reduzir o contato dele com visitas, pelo risco de viroses. Além disso, é essencial que o acompanhamento pediátrico seja mais frequente até o quatro ou quinto ano

    Foto: Dreamstime/Terra

  5. A presença dos pais na UTI não é só permitida, como é bem-vinda. A técnica do canguru, em que os pais têm contato pele a pele com o bebê, é incentivada, quando liberada pelo médico

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