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 Mulher deve pesar decisão de fazer produção independente
23 de julho de 2012 09h16

Mulheres mais velhas e solteiras são o perfil daquelas que fazem produção independente, como é chamado quando se usa sêmen doado para se tornar mãe . Foto: Dreamstime/Terra

Mulheres mais velhas e solteiras são o perfil daquelas que fazem "produção independente", como é chamado quando se usa sêmen doado para se tornar mãe
Foto: Dreamstime/Terra

Muitas mulheres que procuram clínicas de reprodução assistida não têm marido, mas um desejo exclusivo: a maternidade. Os avanços da medicina reprodutiva proporcionaram a elas não apenas uma arma contra os problemas biológicos, mas também a independência de um parceiro para ter filhos.

Mulheres mais velhas e solteiras são o perfil daquelas que fazem produção independente, como é chamado quando se usa sêmen doado para se tornar mãe. "O principal motivo é o desejo de engravidar e carregar na barriga um filho biológico. Acredito que essa decisão advém de um sentimento similar ao de estar no último minuto do segundo tempo e ver esta como a única condição de maternidade", diz Raquel Meleipe Tardin, psicóloga e terapeuta familiar, de Curitiba.

Embora o trabalho de criar um filho sozinha possa parecer assustador, a maioria das mulheres que recorre ao método em clínicas de reprodução já está decidida. "Podemos pensar numa pessoa com autoconfiança, que decidiu encarar o projeto da maternidade numa fase da vida com mais maturidade e segurança financeira. Percebo nelas poucos questionamentos. Elas encaram porque acreditam que vão dar conta", afirma Raquel.

Isso não significa que seja uma decisão fácil. A mulher deve pesar se é capaz de enfrentar a situação. "Ela deve pensar em como responder aos questionamentos, até da própria criança", orienta Márcia Pena, psicóloga do centro de assistência em reprodução Gênesis, de Brasília. Ela afirma que a mulher deve sempre contar ao filho a verdade sobre sua concepção.

A dúvida, ainda assim, é natural. "Não existe um teste pra saber se está preparada", diz Márcia. Segundo ela, no entanto, se a mulher se questiona demais ou demora a escolher o doador, talvez esses sejam sinais de que ela não está tão preparada naquele momento.

Figura paterna e família
A figura paterna, ou alguém que represente esse papel, é importante para a construção da identidade da criança. "Filhos educados exclusivamente com laços maternos tendem a contar com modelos restritos de comportamento e formas únicas de transmissão de afeto", explica Raquel. Por isso, a presença de avós e tios na criação do filho é bem-vinda, para ampliar a forma de construir vínculos.

A mulher deve lembrar também que fazer uma produção independente não significa que ela não poderá encontrar um parceiro mais adiante. "Nada impede que ela conheça alguém que ajude no futuro", diz Márcia.

Concessões
Sendo a figura paterna tão importante, seria egoísmo dessas mulheres ter filhos de maneira independente?

Para Raquel, a mulher deve entender que não estará mais agindo sozinha. "Possivelmente, esse filho cobrará a falta do pai em algum momento. Por isso é importante a mãe ter condições emocionais para assumir posturas mais flexíveis. O individualismo que a fez assumir a decisão da maternidade necessitará ser reavaliado, possibilitando a abertura de posturas complementares", acredita.

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  1. Mulheres mais velhas e solteiras são o perfil daquelas que fazem "produção independente", como é chamado quando se usa sêmen doado para se tornar mãe

    Foto: Dreamstime/Terra

  2. O principal motivo é o desejo de engravidar e carregar na barriga um filho biológico. Em geral, está ligado a mulheres que já têm certa idade e veem nesse método a última opção para a maternidade, diz especialista

    Foto: Dreamstime/Terra

  3. A figura paterna, ou alguém que represente esse papel, é importante para a construção da identidade da criança. Por isso, a presença de avós e tios na criação do filho é bem-vinda

    Foto: Dreamstime/Terra

  4. Fazer uma produção independente não significa que a mulher não poderá encontrar um parceiro mais adiante

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  5. É importante a mãe ter condições emocionais para assumir posturas mais flexíveis. Ela deve entender que não estará mais agindo sozinha

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