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 Usar DIU pode aumentar infecções que prejudicam fertilidade
25 de junho de 2012 09h10

O DIU evita a gravidez por criar um ambiente hostil ao espermatozoide, que morre sem chegar ao óvulo . Foto: Dreamstime/Terra

O DIU evita a gravidez por criar um ambiente hostil ao espermatozoide, que morre sem chegar ao óvulo
Foto: Dreamstime/Terra

O dispositivo intrauterino (DIU) é um método contraceptivo que impede a fecundação do óvulo pelo espermatozoide. Em alguns casos, no entanto, o DIU pode ajudar a manter infecções capazes de comprometer as tubas uterinas. Como consequência disso, a mulher correria o risco de apresentar problemas de fertilidade.

O dispositivo evita a gravidez por criar um ambiente hostil ao espermatozoide, impedindo-o de chegar ao óvulo. As taxas de erro do DIU tradicional, de cobre, são de apenas 3% quando usado corretamente. Nos que contêm hormônios, esses números caem para menos de 1%.

Embora seja eficiente para mulheres que não querem engravidar, aquelas que desejam ter filhos no futuro devem considerar os riscos do uso do contraceptivo. Por ser um corpo estranho, o DIU pode ajudar a manter infecções que já exista. "Não é que ele vai causar uma infecção. Mas, se a pessoa está exposta a bactérias, o DIU pode ser colonizado e ficar como se fosse uma fonte de infecção", explica Rogério Leão, ginecologista do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO), clínica especializada em medicina reprodutiva.

Essas infecções no útero podem comprometer também o funcionamento das trompas. Elas podem levar à obstrução ou dilatação das trompas, formar uma infecção pélvica generalizada e até mesmo criar abscessos (acúmulo de pus). ¿Isso tudo pode dar aderência colamento dos tecidos. E a trompa deve estar desobstruída e móvel para levar o óvulo fecundado até o útero¿, afirma o médico.

Com os problemas causados pelas infecções, a mulher poderia vir a apresentar dificuldades para engravidar. "O DIU não causa em si nenhum problema de fertilidade. As pessoas levantam isso pelo risco de infecção. Nesses casos, aumenta-se o risco de infertilidade", diz Rogério.

Para evitar que isso aconteça, as mulheres com risco de infecções não devem recorrer ao dispositivo. Esse é o caso daquelas que tenham múltiplos parceiros, história prévia de doenças sexualmente transmissíveis, algum sangramento cujas causas não foram descobertas, ou que sofreram infecções recentemente. "Mas, se você respeitar as indicações de colocação, com a assepsia adequada, e os critérios de não usar em pacientes com alto risco de infecção, o DIU não aumenta o risco", afirma o ginecologista.

Quem usa o dispositivo devem ficar atenta a sinais de infecção, como odor estranho, dores pélvicas, corrimento e febre. "O problema é que muitas dessas infecções pélvicas são assintomáticas. Ela só vai descobrir quando fizer tratamento", conta Rogério. O DIU é retirado quando a infecção é diagnosticada.

Mais uma opção
O DIU é um método contraceptivo muito usado por mulheres que não podem fazer o uso de hormônios (pílulas ou injeções), caso daquelas que estão amamentando. Ele também é considerado mais prático do que as pílulas convencionais. Após implantado, a mulher pode ficar com o dispositivo por cinco anos, sendo recomendado o acompanhamento ginecológico anual. "Antigamente, como se tinha o medo de gerar infecção, a gente evitava para mulheres que nunca tiveram filhos. Como hoje se sabe dos fatores, se a mulher tiver parceiro fixo e não correr riscos de infecção, não há contraindicação. É uma opção dela", afirma o médico.

No entanto, o DIU pode ter alguns efeitos colaterais. A mulher pode sentir cólicas muito fortes e ter sangramentos mais intensos no período menstrual. "Normalmente, isso acontece nos primeiros três meses. Depois, volta ao normal", explica Rogério. Ele relembra que a menstruação é interrompida nos DIUs com hormônio.

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  1. O DIU evita a gravidez por criar um ambiente hostil ao espermatozoide, que morre sem chegar ao óvulo

    Foto: Dreamstime/Terra

  2. Se a pessoa está exposta a bactérias, o DIU pode fazer com que a infecção não regrida. As mulheres devem ficar atentas a sinais como odor estranho, dores pélvicas, corrimento e febre

    Foto: Dreamstime/Terra

  3. Infecções no útero podem comprometer também o funcionamento das trompas. Com esses problemas, a mulher poderia apresentar dificuldades para engravidar

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  4. As mulheres que tenham múltiplos parceiros, casos prévios de DSTs e sangramento cujas causas não foram descobertas, ou que passaram por infecções recentemente, não devem recorrer ao dispositivo

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  5. O DIU é um método contraceptivo muito usado por mulheres que não podem fazer o uso de hormônios, como no caso daquelas que estão amamentando

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