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 AAS infantil pode ajudar a engravidar e a manter gestação
15 de junho de 2012 09h27

A aspirina, como é popularmente conhecido o AAS, tem efeito anticoagulante. Em doses infantis, pode auxiliar mulheres com problemas vasculares a .... Foto: Dreamstime/Especial para Terra

A aspirina, como é popularmente conhecido o AAS, tem efeito anticoagulante. Em doses infantis, pode auxiliar mulheres com problemas vasculares a engravidar e a manter a gravidez
Foto: Dreamstime/Especial para Terra

Uma parcela de mulheres pode se beneficiar do uso do ácido acetilsalicílico (AAS) para aumentar as chances de ficar grávida. A aspirina, como é popularmente conhecido o AAS, tem efeito anticoagulante. Em doses infantis, ela pode auxiliar mulheres com problemas vasculares tanto a engravidar quanto a manter a gravidez.

O AAS dificulta a coagulação do sangue, tornando-o menos espesso. Assim, o sangue passa mais facilmente pelos vasos do endométrio, tecido que reveste a parte interna do útero. "É como você pegar um canudo bem fino e tentar puxar uma coisa mais espessa. Ela não vai passar. Quando o sangue é mais fino, ele tem mais facilidade de penetrar o endométrio", explica Marcos Sampaio, diretor do centro de medicina reprodutiva Origen, de Belo Horizonte. Com isso, esse tecido recebe mais progesterona, hormônio presente no sangue, o que ajuda na fixação do embrião.

Não é sempre, no entanto, que o AAS consegue ajudar. Apenas em determinados casos, e somente quando a mulher apresenta problemas de vascularização, como trombose. Nessas situações, a medicação é receitada pelo médico, após realizar exames que comprovem a necessidade. "O AAS só é terapia em casos específicos. Ou seja, não adianta a pessoa se automedicar", reforça Marcos.

O tipo de AAS orientado pelos médicos é o infantil - isto é, em dosagens de 100 a 200mg. "O AAS em baixas doses é anticoagulante. Nas doses tradicionais, eles são analgésicos e anti-inflamatórios, mas perdem esse efeito", explica Marcos.

Uso durante a gravidez
O uso do medicamento pode ser feito inclusive durante a gravidez. De maneira semelhante ao endométrio, o remédio ajuda na irrigação da placenta e evita problemas gestacionais relacionados a ela, que podem levar até ao parto prematuro. O médico deve acompanhar a evolução da gravidez para determinar se há necessidade de suspensão ou não do medicamento.

Quando administrado em dosagens baixas, não apresenta maiores riscos à gravidez. A decorrência mais frequente do uso dessa medicação é uma irritação gástrica. "Ele pode levar à hemorragia gástrica, mas essa é mais fácil de controlar, porque apresenta alguns sinais antes. Ela vai sentir dor de barriga", afirma.

Marcos lembra que não adianta as mulheres usarem apenas o AAS e imaginar que com isso terão mais chances de engravidar. Se a paciente estiver tentando engravidar durante algum tempo sem resultados positivos, ela deve procurar a ajuda médica. "O ASS é apenas mais uma arma. Mas se a mulher não estiver engravidando, não adianta só tomar o remédio."
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  1. A aspirina, como é popularmente conhecido o AAS, tem efeito anticoagulante. Em doses infantis, pode auxiliar mulheres com problemas vasculares a engravidar e a manter a gravidez

    Foto: Dreamstime/Especial para Terra

  2. O AAS dificulta a coagulação do sangue, tornando-o menos espesso. Assim, o sangue passa mais fácil pelos vasos do endométrio, tecido que reveste a parte interna do útero

    Foto: Dreamstime/Especial para Terra

  3. A ação do AAS facilita a fixação do embrião no endométrio, uma vez que a progesterona é o hormônio que ajuda a sua implantação e se encontra no sangue. Durante a gravidez, o remédio ajuda na irrigação da placenta

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  4. O tipo de AAS orientado pelos médicos é o infantil ¿ isto é, em dosagens de 100 a 200 mg. Nas doses tradicionais, eles perdem o efeito anticoagulante

    Foto: Dreamstime/Especial para Terra

  5. Quando administrado em dosagens baixas, o AAS não apresenta maiores riscos à gravidez. A decorrência mais frequente do uso dessa medicação é uma irritação gástrica

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