Fertilidade
 
 

Vida e Estilo » Fertilidade » Fertilidade

 Depressão pós-parto atinge 15% das mães de todo o mundo
31 de maio de 2012 09h00

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a depressão pós-parto acomete 15% das mães de todo o mundo. Foto: Shutterstock/Especial para Terra

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a depressão pós-parto acomete 15% das mães de todo o mundo
Foto: Shutterstock/Especial para Terra

A gravidez é marcada por um período em que o organismo da mulher está sobrecarregado de hormônios. Por conta dessas altas taxas, é normal que a ela tenha o humor alterado durante a gestação, com sintomas semelhantes aos da tensão pré-menstrual.

Quando o bebê nasce, os níveis hormonais caem bruscamente. Nos 45 dias que se seguem ao parto, esse processo pode gerar mudanças de humor e sensação de tristeza - um fenômeno chamado de "blues puerperal". Esse acontecimento é normal, mas a situação sai do que é considerado saudável quando os sintomas se tornam mais fortes e persistem ao longo de meses. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a depressão pós-parto acomete 15% de todas as mães ao redor do mundo.

"Essa tristeza no pós-parto é bem comum e nem chega a ser considerada patologia", explica Carolina Carvalho Ambrogini, ginecologista e obstetra da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "O quadro passa a virar patologia quando a paciente começa a não ter motivação para realizar suas atividades, não quer levantar da cama e a situação se torna muito penosa - gerando uma culpa muito grande. Esses sintomas podem indicar uma depressão pós-parto", alerta. A doença pode vir até um ano após o nascimento do bebê.

Prevenir não é a questão
A depressão pós-parto não é uma doença para a qual haja uma receita de prevenção. De acordo com Carolina, a patologia está diretamente ligada à queda dos hormônios e não há como controlar esse fenômeno. É um processo natural do pós-parto. Todas as mulheres vão passam por ele: a diferença é que algumas vão desenvolver a doença emocional e outras, não.

"As pacientes que já têm um histórico de depressão, ou de alguma patologia psiquiátrica, que a gravidez não tenha sido planejada ou que a gestação tenha sido de alguma forma traumática têm uma propensão maior a desenvolver depressão pós-parto. Mas não há como definir que serão essas mulheres as que vão passar pela doença. Às vezes, uma mãe que planejou a gestação e passou muito bem pelos nove meses pode desenvolver o problema", esclarece a ginecologista. "Nós temos como descrever os fatores de risco, mas não dá para afirmar que só quem se enquadra nesse grupo vai passar por isso. Mesmo porque o fator hormonal influencia muito", diz.

O tratamento
O tratamento da depressão pós-parto é definido de acordo com o nível da doença. Em alguns casos, a prescrição de terapias já resolve o problema. Em outros, as sessões precisam ser aliadas a medicamentos. O especialista é quem vai diagnosticar e definir os rumos dos tratamentos.

Segundo a ginecologista, o ideal é que pessoas próximas à mãe tomem conta do bebê até a paciente se estabilizar. Além da terapia e das medicações, o apoio da família é essencial para a recuperação da mulher.
Cross Content
  1. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a depressão pós-parto acomete 15% das mães de todo o mundo

    Foto: Shutterstock/Especial para Terra

  2. Existe uma linha tênue que separa as reações normais da depressão pós-parto. É esperado que a mulher sinta uma ¿tristezinha¿ logo após o nascimento do bebê, isso acontece por conta das mudanças hormonais que o organismo sofre

    Foto: Shutterstock/Especial para Terra

  3. Mulheres que passaram por alguma situação traumática durante a gestação fazem parte do grupo de mães que tem mais chances de desenvolver depressão pós-parto

    Foto: Shutterstock/Especial para Terra

  4. Para tratar do problema, sessões de terapia podem ser indicadas. Em alguns casos, o especialista decide incluir medicamentos no tratamento

    Foto: Shutterstock/Especial para Terra

  5. O ideal é que pessoas próximas à mãe tomem conta do bebê, pelo menos até a paciente se estabilizar

    Foto: Shutterstock/Especial para Terra

/fertilidade/foto/0,,00.html

 
 
 

 
 
Últimas »