Marina Gold

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Marina Gold

Sábado, 25 de setembro de 2010, 11h34 Atualizada às 11h37

'Um sensitivo não impede a força do destino', diz vidente

Como vidente, estou sempre me testando, porque gosto de desafios. Por isso, não sou de acreditar em qualquer coisa que se pareça com um aviso, um atrapalho, um enrosco. Outro tipo de situação, que enfrento muitas vezes, opõe o que eu vejo àquilo que outros profissionais da minha área percebem.

A situação mais marcante que vivi nesse sentido diz respeito ao convite que recebi, há alguns anos, da Editora Globo, para dar uma entrevista sobre minha atividade de vidência, na recém lançada revista "Mulher" - que não passou de poucos números editados. Seriamos dez entrevistados e eu fui a nona participante. Depois de mim, houve apenas mais uma sensitiva entrevistada. Fui lá e, depois das questões formais, concluída a parte "oficial", a jornalista me perguntou: "e eu? O que você vê para mim?" "Você quer mesmo saber", perguntei, olhando fixo nos olhos dela e, depois do seu sinal afirmativo, eu indiquei, sem ter a mínima ideia do que eu estava falando, como acontece com alguma frequência: "acho que você não deve se mudar, porque não vai dar certo esse seu plano, seja ele qual for, seja qual for o lugar para onde você esteja querendo ir. Melhor será você permanecer como e onde está".

A moça se irritou, ficou vermelha e depois lívida, dizendo-me que todos os sensitivos que me antecederam naquelas entrevistas haviam garantido sucesso pleno para ela em Brasília, que era para onde ela planejava mudar-se, logo depois de assinar a carta de demissão, o que faria brevemente. Eu, simplesmente disse: "não faça!" Ela, indignada, me contou que sua mudança já estava no caminhão e que em poucos dias entregaria o apartamento em que morava.

Tomara eu estivesse errada. Afinal, como uma vidente pode parecer confiável, quando se opõe à opinião de outras oito pessoas sensitivas, que foram unânimes em afirmar o sucesso da escolha dela. Pensei: errei, acontece, não posso acertar sempre, o que faço é perigoso etc. Quatro meses se passaram e ela me telefonou, dizendo uma frase que eu escuto sempre, à qual até já me acostumei, e que se configura sempre como uma pergunta: "por que não lhe escutei? Por que não fiz como você falou? Teria dado tempo de voltar atrás!"

Realmente, cancelaram a vaga no emprego que ela teria na Capital Federal, e ela estava atravessando dificuldades fortes, voltou para São Paulo sem casa e sem emprego. Consolei-a como pude e me senti tristemente inútil, a ponto de hoje poder afirmar, de forma até contraproducente que, assim como um bom diagnóstico médico e remédios adequados, nem sempre podem salvar um doente; da mesma forma, uma vidência, por mais que seja bem feita, algumas vezes não consegue evitar o problema pelo qual o consulente precisa passar. Um sensitivo pode aconselhar, orientar, mas isso não impede que a força do destino se imponha, para que se cumpra o que Deus determinou para cada um de nós. Como costumo dizer: indefectivelmente!

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Especial

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Um sensitivo pode aconselhar, orientar, mas isso não impede que a força do destino
Um sensitivo pode aconselhar, orientar, mas isso não impede que a força do destino

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