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Empresário faz de sua casa laboratório de sustentabilidade

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Em 1978, um jovem de 16 anos ganhou o prêmio principal na feira de ciências da escola com um projeto sobre um tema que na época era pouco discutido: fontes alternativas de energia elétrica. O interesse pelo assunto continuou, o adolescente formou-se técnico em eletrônica e hoje, diretor da Indústria de Motores Anauger, Marco Aurélio Gimenez faz de sua casa um laboratório vivo de tecnologias sustentáveis aplicadas a residências. “O avanço tecnológico tornou economicamente viável usar sistemas elétricos e hidráulicos ambientalmente corretos”, diz.

O empresário Marco Aurélio Gimenez transformou a própria casa em um laboratório de tecnologias ambientais, adotando alternativas sustentáveis na construção e nas instalações elétricas e hidráulicas
O empresário Marco Aurélio Gimenez transformou a própria casa em um laboratório de tecnologias ambientais, adotando alternativas sustentáveis na construção e nas instalações elétricas e hidráulicas
Foto: Divulgação

O uso de energia solar é a principal fonte de economia elétrica da casa. Células fotovoltaicas instaladas no telhado captam, durante o dia, a eletricidade que será usada pela residência. Além disso, há um sistema de aquecimento solar de água. O equipamento sustentável mais vistoso da casa, no entanto, é a bomba da piscina. Projetada pela Anauger originalmente para funcionar em locais sem energia elétrica, ela mantém a piscina de Gimenez limpa a custo zero, apenas com a fonte solar. Para os momentos sem sol, principalmente aqueles em que há tempestades com ventos, Gimenez instalou um sistema eólico de fornecimento de energia. Ele conta que ainda utiliza eletricidade da rede pública, mas a intenção é tornar a casa totalmente autônoma em 2013.

Outra tecnologia sustentável que chama a atenção é o sistema de captação de água de chuva. Ele conta com um reservatório de 10 mil litros, e o líquido recolhido é usado para irrigar jardins e nas descargas dos banheiros. Para se ter ideia do tamanho da economia, em um período de estiagem, em que o reservatório secou, a conta  de água chegou a R$ 200. Já com o sistema em pleno funcionamento, o custo é de apenas R$ 60 por mês. Gimenez diz que este é o sistema que mais chama a atenção das visitas. Ele alerta, no entanto, que, ao contrário da energia solar, o sistema de captação da chuva tem de ser montado no momento da construção do imóvel, não pode ser instalado depois. Mas isso não tem sido um problema no condomínio onde fica sua residência. Muitos dos vizinhos já construíram suas casas com o dispositivo.

Por fim, a sustentabilidade da residência de Gimenez não se restringe aos sistemas hidráulicos e elétricos. O conceito também está presenta na construção. “Fizemos a casa com grandes janelas, para aproveitar ao máximo a iluminação natural.” As lâmpadas, por sua vez, são de led, e até o deck, que à primeira vista parece de madeira, também tem caráter sustentável: é de plástico, feito com resíduos de garrafas PET.

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