Casa e Decoração

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04 de fevereiro de 2013 • 08h14

Casa de praia: veja dicas de decoração combatendo a maresia

Madeira, aço e fibra sintética são materiais mais fortes contra a maresia; além disso, garantem um estilo mais rústico, propício para projetos no litoral
Foto: Danielle Barg / Terra

Mais do que bom gosto e identidade, o projeto para uma casa de praia pede uma atenção especial – móveis e artigos que resistam aos efeitos da maresia. Investir nos materiais certos, ainda que custe um pouco a mais, é a garantia de economia no futuro, explica a especialista Andrea Dellamonica.

Responsável pela arquitetura e decoração de todos os resorts que compõem o complexo do Beach Park, em Aquiraz, no Ceará, a especialista cuidou do projeto do recém-inaugurado Wellness Resort, que em janeiro passou a integrar as opções de hospedagem do grupo. Depois de algumas experiências em cidades litorâneas, ela é capaz de fazer uma lista do que pode e o que não pode ser incluído em um empreendimento próximo do mar.

Segundo explica, a maresia de Fortaleza é a segunda mais intensa do mundo, só perdendo para a do Mar Morto. Quando o assunto são materiais resistentes, ela indica o aço puro, a madeira, pedras variadas para serem usadas como revestimento e a fibra sintética. Ferro, peças apenas banhadas em aço-inox ou fibra natural são menos duráveis quando expostas a essas condições climáticas. 

Para quem apostar na madeira, a dica da especialista é a proteção. “Tem um produto para madeira que é o Polistem, um verniz impregnante, que é muito resistente”, recomenda.

No chão, ela indica os pisos cimentícios que imitam madeira, por serem duráveis e fáceis de limpar e, no banheiro, o toque de praticidade e charme fica por conta do porcelanato, com pastilhas apenas nas áreas internas do box.

Iluminação e mobiliário
De acordo com Andrea, apesar de uma casa da praia pedir elementos mais rústicos, as referências sempre devem ser guiadas pelo acolhimento, com ambientes propícios para o relaxamento. Ela dá algumas dicas nesse sentido baseadas na sua própria experiência com o projeto do Wellness – segundo ela, a inspiração veio da própria tradução do nome – bem-estar – e Andrea buscou, com isso, projetar nos apartamentos a sensação de acolhimento. “Usei muita madeira e paisagismo. Todo o hotel tem nos painéis com folhas, que é uma representação da natureza, do aconchego”, explica.

A iluminação é um ponto chave nesta questão. A primeira orientação da especialista tem a ver com a substituição de todas as lâmpadas para a luz econômica. “Quando for comprar, tem que escolher a amarela. Se for usar a branca, só na cozinha. A luz amarela lembra o sol, por isso é mais aconchegante”. 

No mobiliário, os apartamentos de praia ganham espaço com a exclusão das gavetas. “Não se usa mais, porque as pessoas acabam esquecendo as coisas. Então isso é coisa do passado. Numa casa de praia você reduz o custo fazendo prateleiras. Até mesmo para a questão de mofo, porque ventila mais”.  

Na varanda, rede, espreguiçadeiras e chases ocupam o espaço, sempre em alumínio e fibra sintética. O sofá-cama, que já é um clássico de casas de praia, é outra dica para garantir o lugar de pelo menos mais duas pessoas hospedadas.

Praticidade e espaço
Bronzeador, água do mar, loção hidratante, cerveja – haja tecido para resistir a tudo o que um sofá de casa de praia se sujeita. Andrea avisa que, mesmo o jeans ou o aqua block, que são as escolhas mais comuns, não resistem à ação do tempo e da sujeira. A seda, que muitas vezes também é uma opção, “é um luxo desnecessário” na casa de praia, segundo a especialista.

Em substiuição, ela indica o Sunbrella. “Este tecido é imbatível. Ele resiste a tudo, porque com o tempo tudo mancha. Ele é mais caro, mais dura, é um excelente esse tecido para casa de praia”, ressalta.

Para as cortinas da casa, ela indica o linho, que é resistente e traz certa rusticidade. Ele pode ser usado sobre um black out, deixando o ambiente completamente escuro mesmo nos dias de sol mais intenso. Para evitar a sujeira, Andrea recomenda uma solução inteligente. “Usei um linho mais clarinho e a barra mais escura, porque embaixo suja rápido. Você pode fazer uma barra de 30 a 40 centímetros, de preferência na altura da cama, para ficar tudo alinhado”.

Nas camas, outra dica para evitar o aspecto sujo são as pezeiras, geralmente em um tecido mais forte que o lençol. “Usei um tecido bem resistente e estampado, para proteger essa área onde todo mundo põe o pé. E você pode usar o tema que quiser, do mais alegre ao infantil”.

Por fim, Andrea recomenda que, ao fazer um projeto, a pessoa busque orientação profissional. “Contrate um arquiteto, para não gastar mais depois. Ou mesmo nas próprias lojas, eles oferecem serviço de projeto e de iluminação. Com isso, você evita jogar dinheiro fora”. E antes de sair apostando em tendências que estão em alta, ela aconselha às pessoas a seguirem seu próprio estilo. “Cada casa tem que ter sua essência, cada espaço tem que ter a sua cara”. 

Terra