Casa e Decoração

publicidade

Artesanato dá ar autêntico à decoração; veja 38 exemplos

Neste ambiente concebido pelo arquiteto Marcus Carrasco e pela designer Renata Amado, a trama trançada aparece diversas vezes, como nos vasos e nas cadeiras. Informações: (11) 2228-1588
Foto: x
 

O artesanato está na moda. E, acredite, apesar da fartura brasileira nessa área, essa é uma tendência que começou no exterior. “Essa coisa de móveis trançados, com estética orgânica, valorização das curvas e de aparência natural vem da Itália. A gente tem visto muito disso nas feiras e nas coleções dos principais designers”, afirma o arquiteto Diego Revollo, de São Paulo.

Ainda que esse seja um frisson com raízes estrangeiras, o nacional compete em pé de igualdade. “Tem artesanato no Brasil que corresponde a design de ponta”, avalia Revollo. Com a vantagem de que emprega uma parcela da população geralmente segregada da produção criativa.

O designer Sérgio Matos mantém um estúdio na Paraíba e usa mão de obra de comunidades do próprio estado e de Minas Gerais. Confecciona móveis com estrutura de alumínio, corda e ferro fundido. O desenho e a concepção dos protótipos são feitos pelo empresário; a produção fica a cargo de associações especializadas. A ideia é capacitar a população e usar artesãos qualificados. “Muitas famílias trabalham com produção em corda há anos, é algo passado de pai para filho.”

A arquiteta carioca Alexandra Albuquerque, hoje trabalhando em São Paulo, é uma entusiasta do uso do artesanato na decoração – seu próprio apartamento e o da irmã são exemplos disso. “No meu apartamento tem coisas das viagens que fiz, artesanato do Brasil e de outros países.”

Em geral, segundo a arquiteta Paula Ferraz, também de São Paulo, os moradores geralmente colocam as peças na sala, na varanda gourmet ou no terraço. Mas as possibilidades são muitas. “Se a decoração for clean, permite algumas ousadias, principalmente em detalhes como tricôs feitos à mão, coisas em fibras, junco, cerâmica, quadros rústicos de madeira de demolição e esculturas de pedra-sabão. Ou ainda, um tapete de couro e algodão ou com chenille.”

É verdade que não é uma tendência que agrade a todos. ““Quando faço projeto para cliente, levo em conta o perfil da pessoa. Tem muita gente que não gosta, aí não dá para forçar”, afirma Alexandra. O receito das pessoas, avalia Revollo, é de que fique alto kitsch. “O melhor é usar peças grandes, dar destaque para elas. Como uma cadeira ou pufe com palha trançada. Evitar peças pequenas, que lembram souvenir, a menos que seja uma coleção.”

 

PrimaPagina Terra