publicidade

Apartamentos bem decorados são armas de estandes para atrair

Para atrair clientes, construtoras têm caprichado nos apartamento decorados nos estandes de venda
Foto: Fernanda Marques Arquitetos Associados
  • Especial para o Terra
 

Os apartamentos decorados são a maneira que as construtoras encontraram para mostrar um empreendimento sem a frieza da planta. Eles proporcionam ao possível comprador a experiência de ver como será o imóvel que lhe interessa. E podem ser decisivos na decisão de fazer o investimento.

A arquiteta Fernanda Marques diz que há variações entre decorar um apartamento de verdade e um para exposição. No segundo caso, conta-se com soluções não estruturais, como paredes de madeira em vez de alvenaria, sem falar que não é preciso fazer instalações hidráulicas e sanitárias. Fora isso, o resto é quase igual. “Quanto à concepção, existem poucas diferenças”, completa.

Para todos os gostos
Na hora de escolher o que usar, ela leva em consideração o que pode estimular e seduzir o cliente alvo do empreendimento. Mas, sendo a decoração algo tão pessoal, como fazer um apartamento para alguém que não existe? “Aí entra a habilidade do profissional em antecipar o gosto do cliente e suas necessidades, e traduzi-las na ambientação.”

A também arquiteta Rose Jung apresenta sua estratégia: “Tento usar coisas mais neutras e não fazer a decoração extremamente colorida, atingindo, assim, uma gama maior de gostos”. Ela diz, no entanto, que o perfil dos prováveis interessados não é simplesmente especulado. Na verdade, são realizadas reuniões com arquitetos do empreendimento, representantes da construtoras, decoradores e área de marketing para se chegar a uma estratégia. Rose Jung, no entanto, trata de afastar uma das maiores lendas em relação aos apartamentos decorados para estandes. “É folclore que as coisas utilizadas são menores do que o normal para que o ambiente pareça maior.” Ela lembra que essa é uma prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

O que fazer com o que foi utilizado
Depois que os imóveis para exposição são desmontados, fica a questão de o que fazer com as peças que foram utilizadas. Antes, a solução mais frequente era a realização de feirões nos quais os funcionários da incorporadora compravam os objetos. Hoje em dia, no entanto, Fernanda Marques diz que algumas empresas fazem leilões nos quais qualquer pessoa pode adquirir as coisas ofertadas. Além disso, algumas peças são reutilizadas na decoração de outros apartamentos.

A arquiteta afirma perceber que as construtoras têm interesse cada vez maior nos apartamentos decorados como estratégia de venda. “Não conheço praticamente nenhum grande empreendimento que abra mão desta ferramenta hoje. É quase uma exigência do consumidor.” E parece que está funcionando, pois Rose Jung diz que a tomada de decisão pelo cliente é feita quase 90% em cima do apartamento decorado. “Para as empresas”, ela completa, “é um investimento que se paga rapidamente”.

Terra