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Tem um apartamento micro? Damos ideias para a decoração

Imóveis com uma área menor que 35m² merecem uma atenção especial para que a perda de espaço não traga perda de qualidade de vida

27 fev 2014
07h44
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Espelhos bem posicionados, poucos e claros móveis. Esses são artifícios adotados em apartamentos pequenos por uma simples razão: realmente funcionam. Não seria diferente com os apartamentos compactos, imóveis com menos de 35 m² que se proliferam em várias metrópoles, como São Paulo.

São quitinetes, studios e imóveis de luxo com uma metragem bem mais modesta que seu preço. Um exemplo badalado é o VN Quatá, empreendimento imobiliário da Vitacon em parceria com o designer canadense Graham Hill que tenta vender a ideia de que é possível morar bem em espaços exíguos.

Imóveis desse tipo já eram relativamente comuns em Tóquio, talvez mais por precisão que por boniteza. O “conceito”, para usar o vocabulário das construtoras, é morar perto dos grandes centros ocupando um pequeno imóvel e terceirizando a experiência de ficar em casa a ambientes comuns, como se faz em um hotel ou clube. As menores unidades do VN Quatá, cujas obras devem ser entregues no primeiro trimestre de 2016, têm 19 m².

Um apartamento desse tamanho deve ser decorado de maneira a aproveitar todo o espaço disponível, sem massacrar o morador com móveis e bugigangas. “O ideal é trabalhar com móveis sob medida e retráteis. Assim, fica tudo mais encaixado e bem resolvido”, diz José Ricardo Basiches, arquiteto responsável pela decoração de alguns apartamentos do VN Quatá e pela arquitetura da fachada do edifício. Peças multiuso também são úteis. “O móvel da TV vira a mesa que divide a cozinha e a sala, por exemplo.”

Além de adaptar o espaço físico, é preciso se adaptar psicologicamente para morar em um lugar como esse. “O morador tem que ter disciplina para morar e guardar as coisas. Mudar o jeito de viver e ter as coisas. Tudo o que você tiver em um apartamento maior – banheiro, cozinha, TV, - pode ter aqui também, mas será reduzido”, diz Basiches.

O encaixe de estruturas nas paredes deve ser feito com moderação, sugere o arquiteto, para que não se perca área tentando economizar espaço. “Armário, cozinha, tudo deve ser encaixado do mesmo lado e de maneira alinhada, para que a perda seja uniforme”, recomenda. E completa: “Não sou a favor de embutir tudo para não perder espaço. Embute o que for necessário. A cama pode ficar aberta o tempo todo, pode ser um sofá-cama, não precisa entrar toda na parede.”

A solução encontrada pelas arquitetas Maria Helena Torres, Michele Baruffaldi e Gláucia Souza Lima para um apartamento com 25 m², que serve como refugio de final de semana para uma família de seis pessoas, foi dividir o espaço de dormir. As crianças ficam no mezanino acima da cozinha e os adultos, no sofá-cama da sala de estar. Isso só possível graças ao pé-direito de mais de 3 metros e ao uso esporádico do endereço, que permite que o grande armário divida funções: despensa, guarda-roupas e home theater.

Contudo, foram usados móveis grandes, como a mesa de jantar da cozinha, que acomoda a família toda, um grande banco, um sofá confortável, um espelho cobrindo a parede da copa e um banheiro pequenino e bem iluminado.

Para os moradores de projetos desse tipo que gostam de estocar pertences, o jeito é, além de ter doses adicionais de desapego, guardar os objetos num depósito, oferecido por alguns empreendimentos. É lá que ficam os itens grandes, necessários e difíceis de esconder, como malas, caixas e bicicleta.

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