Projeto de craque do penta do Brasil visa o bem social

Educar através da paz é o que ensina a Fundação Edmílson, do pentacampeão brasileiro

4 ago 2014
08h00
atualizado às 09h57
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Um dos protagonistas do Pentacampeonato do Brasil na Copa do Mundo do Japão e da Coréia do Sul, em 2002, José Edmílson Gomes de Moraes, 38 anos, não se esquece das origens, quando o assunto é ajudar o próximo. Ex-jogador da Seleção Brasileira e de times como Palmeiras, São Paulo e Barcelona, da Espanha, Edmílson deu início em 2007 à Fundação Edmílson – Semeando Sonhos, ONG localizada em Taquaritinga, a 340 km de São Paulo, local em que nasceu, e que ensina jovens da região a paz como objetivo para a educação.

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A entidade mobiliza crianças e adolescentes dos 6 aos 17 anos e seus familiares em atividades de lazer, cultura, esporte, educação e profissionalização. Em sete anos, a Fundação ajudou 2.800 crianças.

“A base do nosso trabalho é educar os jovens para a paz e não para a violência. No esporte, nós queremos ensiná-los que existem regras e comportamentos. Aqui, não existe bullying nem palavrões, posturas que esperamos que eles adotem para o resto da vida”, relata Maria de Fátima Gramacho, 54 anos, coordenadora técnica da Fundação Edmílson.

A instituição não se dedica a ensinar apenas o futebol, esporte de maior procura, mas também modalidades como basquete, vôlei, atletismo e capoeira. Artes, atividades pedagógicas e recreativas como a dança, o canto, o coral e a “batucação” integram o projeto. A instituição é financiada por doações de pessoas físicas e apoio de empresas privadas, como a Fundação Barcelona, na Espanha, clube do ex-jogador, e tem também projetos apoiados por leis do esporte. 

ONG conta com 12 funcionários e, para participar do projeto, as crianças precisam frequentar a escola. “A ideia, porém, não é estabelecer critérios econômicos para aceitar novos membros, nem estigmatizar os jovens como pessoas carentes, e sim desenvolver seus potenciais na Fundação”, explica Maria.

Sonho de infância realizado
“A Fundação Edmílson era um sonho que ele acalentava havia muito tempo. Foi criada no campinho de futebol em que ele deu seus primeiros passes, aos 10 anos de idade. Por ter conseguido uma projeção com a Seleção Brasileira, o Edmílson sonhou em proporcionar às crianças de Taquaritinga essa oportunidade”, revela a coordenadora técnica da Fundação.

Para o futuro, a ideia é utilizar espaços que não têm sido explorados pela população na cidade, como quadras e campos de futebol. A intenção é requisitar à Prefeitura a inserção de um educador da entidade, para que as crianças de outros bairros sejam beneficiadas com esse trabalho. “Costumo dizer que todos nós somos educadores – não só os adultos, mas as crianças que nos ensinam a maneira de lidar com elas. Temos a responsabilidade de sermos os modelos”, finaliza Maria Gramacho.

Fonte: Dialoog Comunicação
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