População cria espaço para ciclistas e convívio em Curitiba

14 ago 2014
09h58
atualizado às 09h58
  • separator
  • comentários

Convidar o cidadão de Curitiba a conviver com o próximo e pertencer ao espaço público. Esta é a proposta da Praça de Bolso do Ciclista, com inauguração prevista para este mês, e desenvolvida pela população, ciclistas da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (Ciclo Iguaçu), Prefeitura e grupo Bicicletaria Cultural.

<p><em>"</em>As pessoas têm construído o local, começam a utilizá-lo. As crianças brincam e o espaço foi pensado para atrair beija-flores, musgos e jardins<em>"</em>, de acordo com Fernando Rosenbaum, sócio-proprietário da Bicicletaria Cultural</p>
"As pessoas têm construído o local, começam a utilizá-lo. As crianças brincam e o espaço foi pensado para atrair beija-flores, musgos e jardins", de acordo com Fernando Rosenbaum, sócio-proprietário da Bicicletaria Cultural
Foto: @PracadeBolsodoCiclista/Facebook / Reprodução

O local, antes abandonado e de 128 m², foi cedido pela Prefeitura, com a curadoria do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC). “As pessoas têm construído o local e começam a utilizá-lo. As crianças brincam ali e o espaço foi pensado para atrair beija-flores, musgos e jardins. Será voltado não somente para os ciclistas, mas para a convivência dos cidadãos”, afirma Fernando Rosenbaum, 36 anos, sócio proprietário da Bicicletaria Cultural.

Mutirões são realizados aos finais de semana, com cerca de 40 voluntários em sua construção, nos quais são oferecidas atividades de convívio, cursos de mosaico, grafite, panificação, feiras de roupas usadas, entre outras, desde maio de 2014. “O amor à cidade é expresso dessa maneira, porque as pessoas viram atores desse movimento social. Elas precisam frequentar a cidade, tê-la como seu próprio quintal, pois sua casa é uma extensão do seu portão, é o lugar onde você caminha e convive”, opina Rosenbaum.

A Bicicletaria Cultural dá apoio logístico como banheiros e materiais. Empresas privadas e a Ciclo Iguaçu ajudam no fornecimento de insumos, porém, a ideia para o futuro é ter o apoio de leis de incentivo e de publicidade, uma vez que a Prefeitura não tem capacidade gerencial para arcar com a Praça, hoje.

<p><em>"</em>O amor à cidade é expresso dessa maneira, pois as pessoas viram atores desse movimento social. Elas precisam frequentar a cidade, tê-la como seu próprio quintal, pois sua casa é uma extensão do seu portão<i>"</i>, diz Rosenbaum</p>
"O amor à cidade é expresso dessa maneira, pois as pessoas viram atores desse movimento social. Elas precisam frequentar a cidade, tê-la como seu próprio quintal, pois sua casa é uma extensão do seu portão", diz Rosenbaum
Foto: @PracadeBolsodoCiclista/Facebook / Reprodução
Ações inspiradas em outros projetos
A reivindicação com o poder público se deu por projetos parecidos em São Paulo e Porto Alegre e “pela criatividade das pessoas em ações coletivas de amigos e ativistas, característica do curitibano”. “Descobrimos um terreno da Prefeitura na frente da Bicicletaria e, lá, nos foi informado que teríamos a Praça de Bolso do Ciclista”, conta Rosenbaum.

A realização do 3º Fórum Mundial da Bicicleta, evento anual realizado em fevereiro, com as duas primeiras edições em Porto Alegre, impulsionou a transformação do espaço. “Nós contamos com o auxílio da artista suíça e ciclista radicada nos Estados Unidos Mona Caron, com uma pintura mural em um prédio com antena cega para a praça, e as pessoas se juntaram para decidir o melhor projeto no local, o mais simplificado para execução.”

Em setembro, tem início o festival anual Arte, Bicicleta e Mobilidade em Curitiba, com desafios intermodais, exposições, palestras, festivais de cinema, música na esquina, bicicletários, áreas vivas, e teatros durante o mês. Nesse período, a praça terá um paraciclos, uma feira de bicicletas antigas, o reaproveitamento de peças, e bandas que façam happenings e acontecimentos ao ar livre.

Fonte: Dialoog Comunicação

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade