Marina espera pela Justiça para realizar transplante vital

Como Sofia e Pedrinho, a pequena precisa de ajuda da União para poder realizar cirurgia fora do Brasil

28 ago 2014
08h00
atualizado às 10h05
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A pequena Marina Calasans do Nascimento, protagonista da campanha “Ajude Marina”, que arrecadou R$ 2 milhões para pagar uma cirurgia de transplante de intestino no hospital The Children’s, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, completou 11 meses no início de agosto, mas permanece internada no Hospital Sabará Infantil, em São Paulo, desde o dia 13 de dezembro. 

Seus pais esperam, agora, por uma decisão judicial para que ela consiga viajar com o apoio da União.

“Sabemos que precisaremos de mais do que esse valor para o tratamento dela, que inclui não só cirurgia, mas um longo pós-operatório, transferência de UTI aérea para os Estados Unidos, custos para manutenção por período indeterminado em outro país, além da possibilidade de precisarmos fazer outro transplante em caso de rejeição do primeiro”, conta Luiza Stella Correia Ferreira, mãe de Marina.

Para fazer o transplante, Marina precisa atingir 8 kg. Hoje ela pesa 7,8 kg e, em pouco tempo, deve estar apta a realizar o procedimento. “Agora estamos levando em consideração que a bebê Sofia conseguiu fazer jus ao seu direito na Justiça de viajar com o apoio da União. Achamos que isso também é viável para Marina, pois tal precedente dá o mesmo direito não só para ela, mas para todas as crianças que precisam de transplante de intestino, haja vista que esse tratamento ainda é experimental no Brasil, sem nenhuma taxa de sucesso”, relata Luiza.

Marina vive com nutrição artificial, responsável por 80% de sua necessidade calórica, por meio de um cateter inserido no coração e recebe uma quantidade mínima de fórmula láctea, através de uma sonda inserida no estômago. “Ela não recebe nenhuma alimentação por boca, apenas água, soro para reidratação e um pouco de papa de maisena para estimular a deglutição”, explica Luiza.

Mobilização nas redes sociais
Marina tem a Síndrome do Intestino Curto (SIC) e precisa de um transplante de intestino para sobreviver. Luiza Stella, sua mãe, começou um apelo nas redes sociais que, em menos de seis dias, foi abraçado por diversos artistas pedindo por doações para que a bebê conseguisse realizar o procedimento no exterior. Em Sergipe, terra natal da pequena, a campanha tomou as ruas da cidade de Aracaju, capital do Estado, tendo recebido apoio, inclusive, de estabelecimentos comerciais.

Mesmo com todas as incertezas, a esperança de conseguir a cura para filha é maior: “Deixamos emprego e família na nossa cidade para buscar um tratamento adequado para Marina. Tudo isso gera um desgaste físico e emocional muito grande, mas o amor é mais forte e supera qualquer barreira. Vivemos na certeza de que Marina vai vencer”.

Fonte: Dialoog Comunicação
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