Blog sobre bebê é ideia de mãe para criar recordação digital

O blog ‘Querido Pedro’ é uma iniciativa carinhosa da mãe Beatriz, que acabou tornando-a mais cuidadosa

25 ago 2014
08h00
atualizado em 29/8/2014 às 13h58
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Depois de um parto prematuro, com seis meses de gestação, e permanecendo outros três na UTI Neonatal do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, o pequeno Pedro, hoje com um ano e dez meses, é a fonte de inspiração da jornalista Beatriz Gonçalves Yuki, 27 anos. Inspiração que ultrapassou as barreiras e deu origem ao blog ‘Querido Pedro’, criado em junho de 2013. 

O blog tem temas variados, desde a relação mãe e filho, passando por preconceito, prematuridade, o amor por Pedro e as brincadeiras decorrentes do cotidiano materno. 

O filho não entende o que acontece, porém, Beatriz brinca que “o feedback é positivo”. “Percebo que o blog consegue fazer as pessoas pensar sobre o tema do texto postado naquele dia. Refletir sobre como é a relação com os próprios filhos, afilhados e netos. É bem prazeroso para mim quando alguém escreve contando suas histórias e experiências ou fala que se lembrou do texto no fim de semana, quando estava no parque passeando, por exemplo”, diz ela.

“Ter o blog e falar sobre a minha relação com o Pedro me fez ficar mais atenta e cuidadosa com as minhas atitudes. Sou mais observadora dos sinais que ele me passa diariamente e, às vezes, de uma situação corriqueira, sai um belo texto. Posso me expressar e entender melhor a minha maternidade e ele ter sua infância registrada, algo que considero um gesto de amor.”

Gosto pela escrita 
Ao lembrar-se do tempo em que retornou da licença-maternidade, com vários papéis desempenhados ao mesmo tempo – mãe, profissional e esposa –, Beatriz admite: “Eram muitos sentimentos e atividades para desempenhar de uma só vez, e eu estava bem sensível, com a cabeça parecendo um turbilhão de pensamentos”.  

“Seguia outros blogs sobre maternidade e pensei que escrever talvez pudesse ser uma saída, por ser algo que amo fazer e que me ajuda a organizar melhor os pensamentos. A certeza maior de que seria uma terapia, um álbum de recordação, veio em um almoço com uma amiga, que falava sobre o preconceito que sofri por ser mãe jovem e ter me incentivado a registrar isso. Era o empurrãozinho que faltava.”

A expectativa que Beatriz tem sobre Pedro, quando ele acompanhar os seus próprios passos pelo blog, é que possa perceber aquele espaço como um álbum de recordações, com fotos e comentários de pessoas que o amam, e outras, que ainda não o conhecem. “Espero que ele veja a mãe dele como uma mulher que erra, tem medos, no entanto, que acima de tudo o ama. Que aprende todos os dias a ser melhor por ele e para ele”, conclui Beatriz. 

Fonte: Dialoog Comunicação
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