“Amamentar gera crianças menos agressivas”, diz médica

No mês do aleitamento materno, é importante enfatizar os benefícios da amanentação

15 ago 2014
08h01
atualizado em 20/8/2014 às 10h17
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Amamentar é um gesto de amor, que protege o bebê e reforça ainda mais os laços entre mãe e filho. Trata-se da primeira conexão física e afetuosa entre a progenitora e seu rebento. “Do ponto de vista emocional, o vínculo estabelecido entre mãe e filho pela amamentação leva estudiosos a afirmar que a proximidade e cuidado que esse ato propicia podem contribuir para termos crianças menos agressivas no futuro”, reforça a médica Marina Ferreira Rea, 68 anos, doutora pela USP, especialista em amamentação e membro da International Baby Food Action Network.

Agosto é o mês do aleitamento materno e enfatiza a importância do gesto com um evento mundial, que ocorre desde 1992, em 120 países, inclusive, no Brasil
Agosto é o mês do aleitamento materno e enfatiza a importância do gesto com um evento mundial, que ocorre desde 1992, em 120 países, inclusive, no Brasil
Foto: Evgeny Atamanenko / Shutterstock

Agosto é o mês do aleitamento materno e enfatiza a importância do gesto com um evento mundial, que ocorre desde 1992, em 120 países, inclusive, no Brasil.

“Sabe-se que 13% de mortes de crianças menores de cinco anos podem ser evitadas pelo aleitamento materno, sendo esta ação uma das principais estratégias para diminuir a mortalidade na infância”, destaca Marina.

“Para a mãe, a amamentação faz voltar mais rápido ao peso pré-gestacional, diminui a chance de anemia pós-parto, por facilitar o esvaziamento natural do útero, prevenindo hemorragias nesta fase e ela tem menos chance de contrair o câncer de mama.”

O aleitamento materno garante ao bebê imunidade contra doenças infecciosas, protege de alergias a proteínas estranhas, e assegura um melhor desenvolvimento cognitivo do bebê.

Trabalho é obstáculo no desmame
“Amamentar nos aproxima, em cumplicidade, e é um dos principais ganhos da nossa relação”, relata a arquiteta Beatriz Abdalla, 43 anos, mãe de Vitória, 3 anos, e Bruna, 5 meses.

O mais difícil no processo, diz Beatriz, é a volta ao trabalho, “porque você retorna às atividades e, dependendo do ambiente, procura uma sala de reuniões para fazer o processo, algo um pouco constrangedor”.

“Se a mulher não for bem apoiada, pode não amamentar. Ao voltar, é importante ter um espaço adequado no ambiente profissional para retirar o leite, armazená-lo em congelador, levá-lo para casa com o intuito de que seja dado em sua ausência”, ensina Marina.

A criança não amamentada perde uma proteção imunológica especifica, contato e desenvolvimento de vínculo. Os substitutos podem ser formulas infantis, desde que seja higiênica, com água tratada, acesso continuo e preparo sem hiperdiluição, nem hipodiluição do pó.

A amamentação deve durar, pelo menos, seis meses, e após esse período, pode-se alternar mamadas com alimentos complementares ate quando a mãe e o bebê sentirem necessidade, cerca de dois anos. 

A médica Marina entende que “a criança não precisa de mamadeira e pode perfeitamente passar do peito ao copinho”. 

A arquiteta Beatriz, por exemplo, diz que fará a transição da mamadeira junto ao leite materno, mas, aos poucos, colocará a fórmula infantil para Bruna crescer mais forte.

Fonte: Dialoog Comunicação

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