Ação social abastece colégios em Moçambique com material

1 ago 2014
13h00
atualizado em 8/8/2014 às 18h18
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Abraçar uma causa social a mais de 8 mil km de sua cidade natal não é tarefa simples. Mas não para o casal de administradores de empresas curitibanos Émerson Crema dos Santos, 41 anos, e Simone Crema, 34 anos, que há dois anos criaram o Projeto Moçambique, uma ação social que ajuda mais de 500 crianças no Centro Educacional Caminho da Vida (CECAVI), na cidade de Lichinga, ao norte do país africano, e mais três colégios, com doações de material escolar aos alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.

O interesse em ajudar a instituição de ensino em Moçambique surgiu depois que uma amiga do casal, a atual diretora pedagógica do CECAVI, Cibele Gomes, 34 anos, se mudou para o país em 2011 e relatou ao casal a realidade das crianças com quem convivia. Elas quase não tinham materiais para estudar.

“Sabendo disso, montei um projeto detalhado – que mais tarde recebeu o nome de Projeto Moçambique – com o objetivo de arrecadar recursos para suprir essa necessidade inicial. A proposta foi bem recebida e conseguimos ajuda de empresários, organizações e instituições religiosas. Em julho de 2012, fomos ao continente africano e doamos 350 kg de material escolar”, conta Santos.

Atualmente, o projeto é financiado por Santos e Simone, mas também conta com doações feitas por pessoas físicas e jurídicas. “Além de cadernos, lápis e canetas, levamos brinquedos pedagógicos, histórias do folclore brasileiro, carrinhos, bonecas e outras coisas que essas crianças nunca tiveram na vida. O olhar delas ao receber tudo isso logo denuncia a imensa felicidade que sentem. É muito bom podermos ajudar, mesmo que pouco, pois para os que não têm nada, um pequeno gesto significa muito. Lá, o amor e a vontade de ensinar mantêm vivos os ensinamentos da escola.”

Ajuda humanitária será estendida na África
O CECAVI recebe doações de alguns países como Austrália e Estados Unidos, o que faz com que o colégio, hoje, esteja em uma situação melhor do que outros administrados pelo Estado. “Nós distribuímos material escolar para mais três colégios no país, e agora a Cibele quer levar o projeto para Xai-Xai, também em Moçambique”, revela Santos.

A organização deve retornar ao local em 2015, com mais oito voluntários residentes em Belo Horizonte, Minas Gerais; Curitiba, no Paraná; Fortaleza, no Ceará; e Rio de Janeiro. A meta é entregar 500 kg de material escolar ao CECAVI. No futuro, “depois que o trabalho estiver mais firme em Moçambique, nós pretendemos ajudar Angola e Guiné-Bissau, dois países de língua portuguesa no continente”, conclui ele.

Fonte: Dialoog Comunicação
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