Ação pioneira favorece mais de 200 mil deficientes auditivos

27 ago 2014
13h00
atualizado em 29/8/2014 às 13h55
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Incluir socialmente quem convive com a deficiência auditiva, usando a tecnologia a seu favor, foi o propósito dos cientistas da Computação Flávio Almeida, João Paulo de Oliveira, Amirton Chagas, todos de 27 anos, e Lucas Mello, 28 anos, ao criar o ProDeaf, o primeiro conjunto de softwares que traduz texto e voz da língua portuguesa para a linguagem brasileira de sinais (Libras), no Recife, em 2011. O projeto entrou em funcionamento no ano passado. 

<p>Da esquerda para a direita, Flávio Almeida, João Paulo de Oliveira, Amirton Chagas, três dos criadores do ProDeaf</p><p> </p>
Da esquerda para a direita, Flávio Almeida, João Paulo de Oliveira, Amirton Chagas, três dos criadores do ProDeaf
Foto: ProDeaf / Divulgação

“Queremos gerar o interesse das pessoas pela Libras, facilitando o aprendizado daqueles que, por exemplo, frequentam esses cursos. Dessa forma, pretendemos quebrar barreiras entre pessoas surdas e ouvintes no País”, afirma Almeida. Mais de 200 mil pessoas se utilizam das ferramentas oferecidas pelo projeto, com destaque para o ProDeaf Móvel e o WebLibras. 

O ProDeaf Móvel, aplicativo gratuito para plataformas móveis, com a tradução de texto e voz do Português para Libras, tem um feedback positivo de mais de 5.000 mensagens em lojas de APPs. Já o WebLibras traduz páginas completas para os surdos, sendo um serviço sem custos para entidades sociais, escolas e pessoas físicas e pago para pessoas jurídicas. No Facebook, são 60 mil fãs.

O projeto emprega 15 pessoas, algumas contratadas, outras beneficiadas com bolsas de estudos, e ultrapassou a marca de R$ 1 milhão em faturamento, com o patrocínio de uma seguradora e sociedade com uma empresa de telefonia.

<p>O ProDeaf foi laureado pelo Wayra Contest, que premia ideias de negócios de jovens empreendedores, em 2012, e a Imagine Cup 2011, no qual foi vice-campeão </p>
O ProDeaf foi laureado pelo Wayra Contest, que premia ideias de negócios de jovens empreendedores, em 2012, e a Imagine Cup 2011, no qual foi vice-campeão
Foto: @prodeafLibras/Facebook / Reprodução

“Crianças aprendem Libras nas escolas com nossas ferramentas, os universitários desenvolvem pesquisa e extensão, e professores, médicos e fonoaudiólogos usam diariamente o aplicativo para se comunicar com surdos. O projeto beneficia a sociedade com resultados por todo o País”, diz Almeida.


Projeto surgiu na universidade

Almeida, Oliveira, Chagas e Mello, estudantes de mestrado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), conheceram o deficiente auditivo e, hoje, professor, Marcelo Amorim, 29 anos, em 2010. “A dificuldade de comunicação com ele foi tanta, que serviu de insight para a criação de um aplicativo que fosse capaz de diminuir essa barreira”, conta Almeida.

A iniciativa foi agraciada pelo Wayra Contest, que premia ideias de negócios de jovens empreendedores, em 2012, no Brasil, e a Imagine Cup 2011, a Copa do Mundo da Computação, nos Estados Unidos, onde o ProDeaf foi vice-campeão – reconhecimentos fundamentais para a visibilidade da ação. 

No futuro, a ideia é ter todo o conteúdo da internet brasileira acessível para Libras e a execução de projetos que façam o reconhecimento de sinais e sua tradução para o Português.

<p>Queremos gerar o interesse das pessoas pela Libras, facilitando o aprendizado daqueles que, por exemplo, frequentam esses cursos, diz Almeida</p>
Queremos gerar o interesse das pessoas pela Libras, facilitando o aprendizado daqueles que, por exemplo, frequentam esses cursos, diz Almeida
Foto: ProDeaf / Divulgação

Fonte: Dialoog Comunicação
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